ANÁLISE DE CONJUNTURA: O abismo entre o anúncio oficial e a realidade do plantão. 🏥📉
O início de 2026 revela um padrão preocupante na gestão da saúde pública no Rio de Janeiro: o descompasso entre o investimento em infraestrutura física e o abandono sistemático dos recursos humanos. Um levantamento dos fatos ocorridos entre 01 e 13 de janeiro aponta para uma estratégia de gestão que prioriza o visível (obras) em detrimento do essencial (profissionais).
1. A Terceirização como Regra: A gestão insiste no modelo de Organizações Sociais (OSs) e contratos temporários. Essa escolha política substitui a estabilidade do concurso público pela rotatividade e falta de transparência. O resultado prático é a descontinuidade do cuidado: hospitais como o de Bonsucesso registram filas de 12h e déficit de 30% nas escalas, pois não há reposição ágil de pessoal estatutário.
2. O Impacto Social na Categoria: A ausência de concursos públicos atinge diretamente o perfil demográfico da enfermagem fluminense, composta majoritariamente por mulheres. A precarização do vínculo via OSs, somada a salários defasados, obriga essas profissionais a jornadas duplas ou triplas para garantir a subsistência familiar. O “investimento” do governo ignora que essa conta é paga com a exaustão física e mental da trabalhadora.
3. Fiscalização Necessária: O Cofen anunciou foco na fiscalização do dimensionamento em 2026. Porém, sem a realização de concursos transparentes para repor o quadro efetivo, a fiscalização esbarra na burocracia da terceirização.
Conclusão SATEMRJ: Não adianta reformar alas se o modelo de contratação continua sucateado. Exigimos cronograma de CONCURSO PÚBLICO, não apenas de obras. Saúde se faz com profissional valorizado e vínculo digno.
#satemrjnaluta💪 #concursojá #enfermagemrj #hospitaisfederaisrj #saudepublica #realidadedaenfermagem







